Produtividade e variação de demanda

Em tempos de demanda variável – um cenário que já é parte do mercado, o grande risco na manufatura está na mudança do foco de atenção privilegiando redução e custos em detrimento do gerenciamento da produtividade.

A missão da manufatura é atender o cliente, e a produtividade esta embutida nos métodos e práticas para este fim, independente se o perfil de consumo e consequentemente a demanda é um dente de serra.

As causas da baixa produtividade apontadas pelos especialistas estão na deficiência de capacitação, tecnologia e logística. Supervisores de manufatura não deveriam utilizar estas teorias como justificativa para a baixa produtividade.

Não há dúvida de que o a variação de demanda impacta a produtividade, mas a responsabilidade da gestão é justamente administrar este fato.

Dentre as variáveis que impactam qualquer resultado, nem todas estão no nosso raio de ação, mas algumas sim. Estas têm estar no nosso foco e atenção e ação. Até mesmo fora de nossa vida profissional.

 

 

A democratização  e a disponibilização dos meios de informação nos inunda todos os dias com noticias, análises etc. Isso pode nos deixar confusos nos afastando de nossas responsabilidades e compromissos e consequentemente tirando nosso foco do que podemos fazer e o que realmente importa.

A preocupação com temas que não estão ao nosso alcance e, por conseguinte não nos leva a ação, nos afasta do problema ou tema  que está a nosso cargo.  Isso gera frustração e um ambiente de pessimismo. O líder deve ser o vetor positivo para o ambiente.

Abordar os problemas que estão todo o tempo germinando é o melhor remédio contra o sentimento de derrota de um grupo. Não se abater com os problemas de macro logística, macroeconomia, política de preços e outros “macros” problemas. Para um gestor de manufatura não importa  se o valor patrimonial das empresas está indo abaixo. Ele deve ter a visão de que o ambiente que ele lidera deve ter uma operação sem falhas.  O 5S deve ser um modelo de perfeição. Os projetos de melhoria a cargo dos times de trabalho devem estar entregando as metas acordadas, os equipamentos estão sendo mantidos com a participação de todos e assim por diante.

Independente da situação no oriente médio o vazamento de óleo da bomba deve ser resolvido.

A flutuação de demanda é um dos principais fatores que incomoda e drena a energia da área de manufatura. Temos que admitir que o fluxo perfeito seja um sonho. Uma utopia. Deve ser perseguida, pois este é a energia para o processo de melhoria contínua, mas é como o horizonte – sempre estará à nossa frente.

Neste cenário, deveríamos encarar a produtividade mais seriamente. Se a demanda tem o perfil de um dente de serra – podemos esperar isso – a produtividade não deveria copiar este perfil.  Se assim fosse, para que servem os gestores de manufatura?  Cumprir planos de produção sem se importar com os recursos envolvidos ou estruturar um ambiente onde esta variação esteja contemplada?

Este é o projeto principal na manufatura. A missão real dos gestores. A utilização efetiva dos recursos. Isso demanda um modelo de gestão onde as variáveis da produtividade que estão à mão da planta sejam abordadas energicamente.

TPM é um modelo que vale a pena ser conhecido. Direciona o grupo de manufatura para ações que importam para a produtividade, a despeito de demanda, gerando um ambiente colaborativo e de resultados.

Comemore os resultados e pequenas vitórias. Este é o segredo de um ambiente produtivo.

 

 

 

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