5S. De novo? – Parte 1.

Quantas vezes já presenciamos esta reação? Basta caminhar em algumas plantas para presenciarmos quadros de gestão para 5S desbotados, com informações há muito postadas e fora de contexto – Testemunhas irônicas de um ambiente sujo, mal organizado e consequentemente tóxico.

Via de regra, o “relançamento” do programa 5S é definido pela liderança após alguma auditoria de qualidade ou alguma ocorrência perversa relacionada `organização e limpeza do ambiente – pode ser um acidente ou um problema catastrófico de produção.

Daí vem a reação – 5S de novo??. Agora vaiii.

Boa parte dos colaboradores já conhecem de cor e salteado os Ss do modelo. Mesmo assim lá vem treinamento, com novas metáforas e sempre repetindo velhos clichês.

Porque isso ocorre? Onde está a raiz desta dinâmica?

Nos meus anos de atuação em melhoria contínua, alguns fatos me chamaram a atenção. Vou tentar enumera-los, e tenho certeza que muitos de vocês tem alguma observação a fazer.

1 – 5S é tratado como um modelo para os operadores e mecânicos da fábrica. A liderança não necessita disso.

2 – A liderança não consegue visualizar qual seria o resultado final de um 5S de sucesso.

3 – 5S nunca é relacionado ao fluxo de valor – isto é, não é considerado parte relevante para a eficácia das atividades.

Nos próximos posts vou explorar com profundidade estas proposições.

 

 

 

 

 

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